Xávega na Meia Praia

A arte é "assassina" das espécies, mas se podemos fechar os olhos ou até pugnar pela manutenção de uma única, e pequena, na nossa meia praia, assente na força braçal, já não o podemos fazer em relação a uma laboração mecânica, capaz de maior estrago, e que nenhum aspecto tradicional aporta à oferta turística ou à manutenção dos usos e costumes da pesca no litoral algarvio.
Por isso urge protestar contra a atribuição de licenças a esta actividade com tractores na meia praia. E quem licencia não se pode esconder sob os argumentos do que a Lei dispõe ou da igualdade de direitos e oportunidades para todos pois o senso comum (o bom senso), também é lei fundamental.
Até porque na verdade não há igualdade entre os operadores da arte xávega. Há, isso sim, uma diferença abissal: um usa a força braçal, pescando pequenas quantidades de pescado que são maioritariamente divididas pelas gentes que, voluntariamente, traccionam e puxam a rede; o outro, ou outros, usam tractores e procuram capturar o máximo possível de pescado.
Eis a diferença que faz toda a diferença para quem usa a razão e vê a realidade no local, que não para quem foi nomeado - e nem sequer eleito -, para tratar das coisas públicas a partir de um bafiento gabinete de uma qualquer instituição ou empresa pseudo-estatal.


em 3 minutos passaram 3 tractores que se dirigiram para uma zona do areal sensivelmente em frente ao Hotel Vila Galé




1 comentário:

Beatriz Bragança disse...

Apoio firmemente a deliberação da Câmara!
Em pequena, assisti muitas vezes a este verdadeiro espectáculo na praia da Torreira, distrito de Aveiro.
Oxalá que a decisão tomada seja rapidamente posta em prática!
A bem da fauna,da flora e do turismo!
Beatriz de Bragança