No país em que tudo arde...



No país em que tudo arde as perspectivas não são boas, com esta campanha petrolífera. A possibilidade do Algarve sair directamente lesado desta aventura assaz irresponsável, é enorme, e o problema de incêndios acidentais nas plataformas nem é o mais expressivo. A proliferação de falhas geológicas aliada à dinâmica natural das placas constitui um risco muito sério. E face às evidências e à forte dependência do turismo de Sol e Praia, esta problemática não pode ser abordada com facilitismos administrativos.
Há assuntos que pela sua gravidade deviam ser tratados de forma muito séria, com informação e explicação à população dos prós e contras, das fragilidades e dos riscos envolvidos e, consequentemente, com realização de um referendo. O espírito da Democracia não se coaduna com decisões tomadas pelos eleitos no secretismo dos gabinetes, quando as consequências dos seus actos (dos quais nunca são responsabilizados), afectam o todo nacional, e por mais de uma geração.
Mas é o que temos, um fraco povo e medíocres dirigentes.

Exemplos do que não gostaríamos de ver na costa portuguesa, mas que não poderemos garantir que não aconteça:








o aspirador flutuante




O "aspirador"que suga lixo, óleo e outros detritos flutuantes nos cursos de água, marinas e ao longo das costas.





Amigos do Ambiente?

um dos muitos gatos residentes no molhe da Meia Praia em 2018.05.05


Cuidado, “amigos dos animais” nem sempre é sinónimo de “amigos do ambiente”.

Basta dar uma volta pelo molhe de Lagos para perceber como os” amigos dos gatos” contribuem para o emporcalhamento daquela área, que devem considerar como terra-de-ninguém. Compreendo a premência em prover alimentos aos felinos residentes mas é criticável a proliferação de recipientes de plástico e alumínio, ali abandonados.
Para além de uma “aldeia dos gatos” ali implantada há anos, agora começam a surgir ao longo do molhe “vivendas” para os ditos felinos, provavelmente para estes poderem gozar uma vista mais exclusiva?!
Não critico o espírito proteccionista que move tantas pessoas em relação àqueles animais, mas critico a forma voluntarista e anárquica que vai tendo.

recipientes que facilmente irão parar ao mar
recipientes que facilmente irão parar ao mar
recipientes que facilmente irão parar ao mar, perto de uma caixa de alimentação

caixa de alimentação que constitui um novo ponto de fixação dos gatos


"aldeia dos gatos" à entrada do molhe


Salpas na Meia Praia

Salpas, Meia Praia 2018.05.01

«Organismos da família Salpidae, conhecidos como salpas. São tunicados e, apesar de contrariamente às medusas pertencerem ao filo Chordata, são considerados invertebrados e organismos gelatinosos. Podem ocorrer como organismos individuais ou em longas cadeias.»
info: Equipa GelAvista







foto: wikipédia



John Harrison


John Harrison
Foulby  3 de Abril de 1693 – Londres 24 de Março de 1776


John Harrison foi um relojoeiro inglês, responsável pela invenção e construção do primeiro relógio marítimo de alta precisão, a partir de um protótipo também da sua autoria, que determinava precisamente a longitude durante as viagens marítimas de longa distância.

Harrison's marine timekeeper H1


Vigiando os mares a partir do céu

Drone da EMSA operando a partir do aeródromo de Lagos.

EMSA, European Maritime Safety Agency (Agência Europeia de Segurança Marítima) tem sede em Lisboa.

«A constituição desta entidade fundamentou-se nos graves danos causados pelos naufrágios dos navios Erika em 1999 e Prestige em 2002, que levaram as autoridades a ponderar criar uma autoridade europeia apta para apoio técnico e científico à Comissão Europeia e aos estados membros, no desenvolvimento e implantação de legislação da UE nos domínios da segurança marítima, poluição dos mares por embarcações e segurança a bordo dos navios.»

Para saber mais:
http://www.emsa.europa.eu/ssn-main.html

morte lenta


Ei-lo abandonado
Jazendo encalhado
Outrora navegante
Do nosso mar gigante

Jazz aqui adornado
Em lagoa pequena
Desta forma deitado
Que triste é, que pena.




Medusas na Meia Praia

Rhizostoma luteum na Meia Praia em 2017.10.07 às 11:45
 id. proveniente de https://www.facebook.com/GelAvista-1040242599378331/




bocado de Rhizostoma luteum dentro de água em 2017.10.07 às 11:15

Medusa Chrysaora hysoscella fotografada na Meia Praia em 2017.06.07 às 10:11

Medusa Chrysaora hysoscella fotografada na Meia Praia em 2017.06.07 às 10:11

Medusa Chrysaora hysoscella fotografada na Meia Praia em 2017.06.07 às 10:11

Medusa fotografada na Meia Praia em 2017.06.25 às 18:39
«As alforrecas, medusas ou mães d’água existem há mais de 650 milhões de anos, há mais tempo que os dinossauros. Não têm ossos, cérebro ou coração, têm apenas um sistema nervoso rudimentar na base dos tentáculos que sente mudanças no ambiente e coordena os seus movimentos.
Quando atingem uma praia, em poucas horas as alforrecas literalmente evaporam, deixando apenas a pele, que às vezes encontramos no verão. Isto acontece porque são formadas por 98% de água!
As alforrecas são zooplâncton, ou seja animais aquáticos que vivem dispersos no oceano com pouca capacidade de locomoção, são basicamente arrastados pelas correntes.
Muitas alforrecas têm órgãos bioluminescentes, ou seja podem emitir luz. Esta luz pode ajudá-las de várias maneiras, como atrair presas ou distrair predadores.
Segundo os especialistas, as medusas das águas de Portugal Continental, Mediterrâneo, Madeira e Açores são pouco perigosas. Das espécies que aparecem na costa portuguesa a mais perigosa é provavelmente a Pelagia noctiluca (caracterizada por se tornar luminescente quando se sente ameaçada) e a Caravela-portuguesa (apesar das parecenças não é uma alforreca) que, contudo, é relativamente rara nos nossos mares.»


Submarino privado M7


Chama-se M7, tem 300 metros de comprimento e todas as comodidades de um iate comum. Custa 2,3 mil milhões de euros. Entre os destaques maiores deste submarino contam-se uma suite principal de três pisos, oito camarotes VIP para convidados, sala de cinema, ginásio spa com jacuzzi, diversas salas de estar e salas de refeição com bar incluído.


Mais informação aqui

Gaivota à espera




Aquela gaivota enganada
Lá na ponta do quebra-mar
Esperando esperançada
Um barco de peixe a chegar
Mas só vem gente ociosa
É só turistas, que maçada
Pois trazem comida de prato
E a pobre gaivota nervosa
Desiste de tanto esperar
E vai ali roubar ao gato
                                    FC. 2017

sobre o óculo nos galões dos oficiais de marinha

foto constante no artigo
Interessante artigo publicado por Francisco Santos no seu blogue "Náutico".

«O óculo ou volta nos galões dos oficiais é uma tradição que teve origem na Marinha Real Britânica. Em inglês é chamado executive curl ou Elliot's eye. Existem diversas explicações para o surgimento do óculo:
1. O óculo seria uma recordação da volta que o Almirante Nelson usava num pequeno cabo para segurar a manga do uniforme, após perder o braço ferido na Batalha de Tenerife (1797).
2. O Elliot's eye seria uma referência ao método de formação duma volta num cabo de cânhamo, introduzido por William Elliot, membro do Conselho do Almirantado britânico em 1800-1801.
3. O Elliot's eye teria sido introduzido em memória do capitão George Elliot (1813-1901), ferido na Guerra da Crimeia.
4. A partir de meados do século XVIII o Conselho do Almirantado britânico estabeleceu regras para os uniformes dos oficiais. Em 1856 o óculo foi adicionado ao galão superior para os oficiais executivos (por isso é chamado executive curl). Entre 1915 e 1918 o óculo passou a fazer parte dos galões de todos os oficiais britânicos.»

artigo completo aqui


Vento Norte




WaterKings Lagos 2017.07.08


«Se há coisa que faz parte do verão na costa ocidental portuguesa é a nortada. O vento até pode soprar fraco durante o dia, mas ao final da tarde é como se empurrasse toda a gente para fora da praia. Este ano, contudo, devido ao posicionamento do anticiclone dos Açores (esse fenómeno que todos os anos passeia pelo Atlântico), que se encontra perto da Irlanda, e à presença de uma depressão na Península Ibérica a ventania tem sido mais persistente. A conjugação dos dois fatores é responsável pelo vento moderado a forte que se tem vindo a sentir nas últimas semanas. (12 AGO 2017).

De acordo com o Boletim Climatológico do IPMA, agosto de 2016 foi o que registou a temperatura máxima mais alta desde 1931. Houve noites tropicais e picos de calor, com a temperatura média no país a atingir os 38° em alguns dias. Junto à praia, claro, o vento nunca parou.

A intensidade do vento mede-se em nós, mas normalmente, e por uma questão de facilitar a compreensão, é apresentada em km/h. De acordo com o IPMA, a escala de intensidade tem cinco níveis. Vento fraco, coisa rara este mês, é aquele que sopra a menos de 8 nós (15 km/h). O vento moderado atinge uma intensidade entre os 15 e os 35 km/h; subindo os valores para o intervalo entre 36 e 55 km/h quando se trata de vento forte. Vento muito forte, expressão recorrente no estado do tempo, é aquele que pode chegar aos 75 km/h. A partir daí, ou seja para valores acima de 75 km/h, os meteorologistas usam a classificação de vento excecionalmente forte.»

in Jornal Expresso - 12 de agosto de 2017

KYMERA Hawaii

8 INSANE UNDERWATER MACHINES

Sardinhas ou kelp?

Sardinhas de aquacultura (aquicultura, marecultura, etc) ou vamos acabar comendo kelp?


Os valiosos ácidos gordos ómega-3 (ácido eicosapentenóico – EPA; e ácido docosahexanóico - DHA) são produzidos pelas algas sendo depois transmitidos à cadeia alimentar. Algumas empresas de rações para peixes de aquicultura já estão a extrair ómega-3 directamente das algas, num processo semelhante ao utilizado no fabrico de ómega-3 para adicionar aos ovos e ao sumo de laranja. Isto é benéfico porque reduz o DDT, os PCB e as dioxinas que se acumulam no peixe de aquicultura devido ao uso de óleos e farinhas de peixe para a sua criação.

foto da Net



Para saber mais, consultar os links abaixo:



http://www.greenpeace.org/portugal/pt/O-que-fazemos/oceanos/aquacultura/