sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Curiosidade de 1943
No Arquivo de Steven Spielberg, no Holocaust Memorial Museum, está um filme extraordinário, de 1943, sobre os cais de Lisboa, as fragatas e os varinos.»
http://resources.ushmm.org/film/display/main.php?file_num=1803
(coisa recebeida por mail)
sábado, 16 de Janeiro de 2010
construção do cais da Solaria
sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
sábado, 12 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Mais areia para a D.Ana

Actualização em 9 de Dezembro:
Obra parada há mais de uma semana, os operadores turísticos das imediações referem que as "pedrinhas sumiam-se pelos buracos das rochas e, assim, os trabalhadores tiveram que parar a obra para refazer estudos". Ora bem, toda a gente sabe que os buracos das rochas da D.Ana ligam directamente à China - por onde pensam que chegaram todos estes chineses que temos em Lagos?! Aqui ficam estas fotos gentilmente subtraídas daqui.





quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
sábado, 7 de Novembro de 2009
um poema à beira mar
Uma vibração,
Há uma vaga mágoa
No meu coração.
F.Pessoa
criança dormindo - arte da Xávega - Meia Praia - LagosFoto do autor
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Real Regata de Canoas 2009
No domingo passado, 4 de Outubro, véspera de um feriado republicano, teve lugar a Real Regatta das Canoas, no percurso da Praia de Pedrouços ao Montijo, de acordo com o vetusto Regulamento de 1845, devidamente ajustado. O Júri da Regatta foi presidido pelo Almirante Castanho Paes, conhecido entusiasta da vela e dos desportos náuticos.
Estes marinheiros que continuam a desafiar o rio desde montante da Ponte de Vila Franca de Xira, à Cala de Samora, ao Mar da Palha até ao mar oceano para além da Linha de Entre Torres, são os novos aventureiros do Século XXI que com as suas embarcações, no rigor da antiga e clássica construção naval em madeira, preservam a ancestral ligação das comunidades ribeirinhas ao estuário do Rio Tejo, as suas tradições e saberes do mar, são uma referência que nunca se poderá perder garantindo assim às gerações futuras as suas raízes culturais identificadoras das já referidas comunidades ribeirinhas e também do todo Nacional.»


quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Match Racing - 3º Qualificação Nacional Sul


artigo daqui
Quando duas embarcações se encontram na linha de largada, a regata denomina-se match racing. Estas provas possuem um conjunto de regras próprias, que são diferentes das regras normais de uma regata de frota, e geram uma competição muito agressiva e renhida, onde um dos objectivos principais é levar o adversário a cometer faltas e a ser penalizado. As provas de match racing possuem arbitragem directa, com os árbitros a aplicarem "justiça instantânea" na água.
As provas são muito excitantes para quem participa e, ao contrário de outras provas de vela, também são emocionantes para os espectadores. A regata começa com as embarcações a lutar pelo controle da sua posição na linha no momento da largada, efectuando círculos em volta uma da outra e tentando ganhar vantagem em relação ao adversário, tirando mesmo partido das embarcações de espectadores, num intrincado jogo do gato e do rato.
O percurso de uma prova de match racing tem um formato oval, procurando-se que a linha de largada/chegada fique colocada junto à costa. Consiste numa linha de largada, entre duas balizas, disposta em ângulo recto com a direcção do vento. As embarcações partem da linha de largada e navegam à bolina até à baliza de barlavento, que deve ser rondada por estibordo (lado direito). Os spinnakers são içados e o duelo contínua à popa, até à baliza de sotavento, que é colocada junto da linha de largada, 100 metros dentro do percurso. As embarcações rondam as balizas por 2 ou 3 vezes, antes do vencedor cortar a linha de chegada.
sábado, 3 de Outubro de 2009
sábado, 26 de Setembro de 2009
quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
domingo, 13 de Setembro de 2009
Rua Miguel Bombarda
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Apesar do topónimo não é uma rua de malucos ou alienados mas antes uma rua projectada para o rio, para o mar, que persiste como ex-libris de uma relação tantas vezes perdida pelas aldeias, vilas e cidades do litoral algarvio.
domingo, 6 de Setembro de 2009
apresentação do projecto de intervenção no promontório de Sagres





«A requalificação do Promontório de Sagres, o monumento mais visitado do Algarve - cerca de 500 mil visitantes por ano - foi ontem apresentada no auditório da Fortaleza, pelos secretários de Estado do Turismo e da Cultura.
A primeira fase do projecto, que se inicia ainda este ano e orçada em quatro milhões de euros, prevê a reabilitação da Fortaleza e dos edifícios dos anos 90, o reequipamento do auditório com avançada tecnologia multimédia, a reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Graça e a Praça de Armas.
O projecto engloba ainda a colocação de um sistema de produção eléctrica por painéis foto-voltaicos, que alimentará o circuito de iluminação do edifício histórico, e a sinalização dos percursos pedonais para facilitar a mobilidade dos visitantes.
As obras vão ainda dotar a Fortaleza de um Centro Expositivo, que acolherá uma exposição interactiva permanente sobre Sagres e os Descobrimentos, e o auditório exibirá um filme alusivo à História de Sagres.»
Ler a notícia completa aqui
terça-feira, 1 de Setembro de 2009
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Ainda a Batalha de Lagos de 1759
Não obstante a qualidade técnica e científica da comunicação do arqueólogo Francisco Alves, sobre o espólio do Océan e os trabalhos realizados nos destroços do navio almirante francês, bem como sobre os navios de linha do período em apreço, o tema mais interessante, para mim, foi abordado por Maria Luísa Blot. Porém, quer porque uma simples palestra não permitiria aprofundar as várias questões, quer porque a distinta investigadora não se preparou suficientemente, a sua comunicação ficou muito aquém daquilo que eu esperava.
A tónica dessa comunicação, no que concerne à Batalha de Lagos, centrou-se na violação das águas neutrais portuguesas por parte da esquadra inglesa. Tónica incipiente para centrar uma comunicação sobre esta batalha.
Aflorada, numa simples referência, a hipótese de deserção de mais de metade da frota francesa não mereceu maior atenção, domage. A este respeito muito havia a debater, nomeadamente: Porque é que os capitães de Jean-François de la Clue não gostavam do seu comandante? Seria interessante explorar a ideia da razão que imperou à aparelhagem inicial de alguns dos navios que, depois, vieram a integrar a frota de La Clue. Será que os seus capitães/armadores esperavam partir rumo às américas em busca de proveitos pecuniários, ainda que aí aceitassem defrontar os ingleses; e ficado irritados por terem de integrar o plano de Bigot de Morogues para a campanha naval que pretendia levar a guerra à casa dos ingleses?
Pois porque é que, na noite de 17 de Agosto, desapareceram 8 navios sem razões fundamentadas para isso o que leva de la Clue ao protesto:“Seja por cobardia, seja por ignorância imperdoável, ou por uma fatalidade incompreensível, os capitães do Fantasque, do Lion, do Triton, do Fier e do Oriflame cuja posição era no centro da esquadra, bem como os capitães das três fragatas (cujo objectivo seria nunca perderem de vista o navio chefe), separaram-se da esquadra a meio de uma noite de Verão, em que não se verificava uma escuridão total, levados por um vento de Este (nunca violento no estreito canal), e sem que qualquer incidente atmosférico justificasse tal separação.” (da Carta de M. de La Clue a M. le comte de Merle, embaixador em Lisboa, datada de Lagos, 18 de Agosto de 1759). Segundo Cunat, Charles Marie, em L’Histoire du Bailli de Suffren, p. 28 a 31, Rennes 1852.
Esta carta, que não refere a “deserção” de Panat (Le Souverin) e Rochemore (Le Guerrier), ocorrida posteriormente, aponta para a extensão da Batalha para o dia seguinte, ao contrário do afirmado por alguns até há anos atrás (entre estes o próprio Francisco Alves), que a Batalha tinha ocorrido a 18 de Agosto.
Ainda segundo o biógrafo do M. de Suffren, o Ministro da Marinha M. Berryer pretendeu levar a Tribunal de Guerra todos os capitães de M. de la Clue. Não o terá feito para não criar atritos com a nobreza da Provença, à qual pertenciam esses capitães, bem como com a oficialidade geral da marinha de guerra francesa.
Por outro lado, verifiquei uma confusão estabelecida entre o Cabo de Santa Maria e o Cabo de S. Vicente, sugerindo a senhora, que as esquadras em conflito teriam cruzado Sagres e regressado à costa Sul algarvia, o que não é verdade, pois o Cabo de Santa Maria onde a Batalha se iniciou refere-se, como é óbvio, a Santa Maria de Faro. Também o desconhecimento da referência ao navio Kernosprit, citado, pelo menos, em duas fontes francesas (sendo uma delas a Histoire Maritime de la France, de Léon Guérin), decepcionou-me, ainda que a senhora tenha confessado não conhecer a biografia do Bailio de Suffren – que veio a ser um dos mais hábeis almirantes franceses -, embora o soubesse Tenente a bordo do Océan durante esta batalha. Seria interessante tentar determinar a que navio se referiam essas fontes quando o identificam como o navio para onde Boscawen se transferiu quando o navio almirante Namur ficou seriamente danificado. Ora o almirante inglês transferiu-se para o Newark, como consta nas fontes inglesas e nalgumas francesas.
E sobre as razões que terão levado os Ingleses a não respeitarem a neutralidade das águas portuguesas, deixo estas reflexões:
1 – É objectivo maior da armada inglesa, evitar, a todo o custo, a invasão das Ilhas britânicas por parte dos franceses.
2 – Que neutralidade? A Guerra dos Sete Anos foi um conjunto de conflitos internacionais decorridos entre 1756 e 1763, envolvendo, de um lado, a França, a Áustria e seus aliados (Saxónia, Rússia, Suécia e Espanha), e do outro a Inglaterra, Portugal, a Prússia e o principado de Hannover.
3 – Desforra de todos os recentes insucessos nas escaramuças navais ocorridas nos mares europeus e desforra também da Batalha de 1693 em que de Tourville infligiu pesada derrota a George Rooke, exactamente nos mesmos mares algarvios.
E sobre as razões que levam os portugueses a não prestarem apoio aos franceses, avento o seguinte:
1 – Portugal é um estado neutral, ou o veemente protesto do governo de Sua Majestade D. José I, junto da Inglaterra, redigido pelo punho do Conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal, não terá passado de manobra para “francês ver” (?!).
2 – As baterias de costa portuguesas estariam em condições de fazer fogo?
Estes são apenas alguns aspectos do conflito que teve como líderes Sir Edward Boscawen e Jean-François de Bertet de La Clue-Sabran, que ficam, ainda, sem resposta.
terça-feira, 28 de Julho de 2009
A Batalha de Lagos

«A Guerra dos 7 Anos, entre 1756 e 1763, constituiu um marco na história europeia moderna e modelou a fisionomia das nações ocidentais, sendo considerada o ponto de viragem para o início da Era Moderna. Este conflito, que envolveu a Inglaterra e a França, prendia-se com o controlo comercial e marítimo das colónias europeias nas Índias Orientais e na América do Norte. A Inglaterra ocupou a ilha de Minorca, possessão francesa no Mediterrâneo, e foi este acontecimento que conduziu a uma tentativa de reunir as frotas navais francesas dispersas, para invadir a Inglaterra, culminando na batalha naval entre estas potências ao largo de Lagos, em 19 de Agosto de 1759.
Toda a história que Lagos encerra nos seus mares merece ser redescoberta, e por isso, no dia em que se assinalam os 250 anos desta batalha decisiva, convidamo-lo a vir mergulhar na História, assistindo às conferências de três eminentes especialistas em história e arqueologia náutica e subaquática!»
Batalha de Lagos faz 250 Anos (18/19 Agosto de 1759)
A “Batalha de Lagos” enquadra-se na Guerra dos Sete Anos, um conjunto de conflitos internacionais decorridos entre 1756 e 1763, envolvendo, de um lado, a França, a Áustria e seus aliados (Saxónia, Rússia, Suécia e Espanha), e do outro a Inglaterra, Portugal, a Prússia e Hannover. Vários factores desencadearam a guerra: a preocupação das potências europeias com o crescente poderio de Frederico II, o Grande, Rei da Prússia; as disputas entre esta e a Áustria pela posse da Silésia, e a disputa entre a Grã-Bretanha e a França pelo controle comercial e marítimo das colónias além-mar, nomeadamente as da América do Norte. Foi o primeiro conflito de carácter mundial, e o seu resultado é muitas vezes apontado como inaugurador da era moderna.
Na noite de 7 de Agosto de 1759, em pleno período de bloqueio dos portos franceses pela marinha britânica, uma esquadra de 15 navios comandada por La Clue zarpa do porto de Toulon. Tenciona alcançar o Atlântico e reforçar a armada proveniente de Brest, comandada pelo vice-almirante de Conflans, com a finalidade de atacar a Grã-Bretanha, desembarcando na Escócia. A navegação é feita ao longo da costa africana procurando evitar a detecção dos ingleses. Porém, na manhã de 17 de Agosto, ao largo de Ceuta, uma fragata inglesa avista a esquadra francesa e imediatamente leva o aviso à força estacionada em Gibraltar que, no mesmo dia, pelas 22h00, se faz ao mar.
Na manhã de 18 de Agosto, a esquadra inglesa, sob o comando de Edward Boscawen, avista as primeiras velas mas, já não é a totalidade da armada francesa pois durante a noite cinco dos seus navios de linha e três fragatas perderam o contacto com o grosso da esquadra e afastaram-se, demandando Cadiz. Os outros sete navios, que entretanto aguardavam a possibilidade de reagrupar a esquadra julgaram, erradamente, que as velas que se aproximavam eram os retardatários da sua frota. Pelas 9h30 Boscawen ordena aos seus navios a perseguição e ataque às velas francesas. Poucas horas depois as esquadras iniciam um combate que se prolongará por todo o dia, com aproximações e afastamentos ditados pelas condições do vento. Pelas 16h30 o Centaur rende-se, bastante danificado, tendo perdido o comandante e cerca de 200 homens. Do confronto resultam estragos de monta no navio-almirante inglês que obrigam Boscawen a transferir-se para do Namur para o Newark. A perseguição aos navios franceses continua durante a noite embora o Souverin e o Guerrier a tenham aproveitado para escapar, rumando a Oeste.
Ao nascer do Sol do dia 19, com a esquadra reduzida a quatro navios, os franceses decidem colocar-se ao abrigo das fortalezas do barlavento algarvio, sob a neutralidade das águas portuguesas. Inutilmente. O Modeste é apresado em Sagres e o Teméraire na Figueira, enquanto que o navio-almirante Océan, e o Redoutáble, varados respectivamente na Salema e no Zavial, para salvar a tripulação, são violentamente bombardeados. La Clue e muitos dos seus homens abandonam o navio e, pouco depois, uma embarcação do América recolhe o comandante de Carne e o resto da tripulação. O navio, considerado irrecuperável, é incendiado pelos ingleses, tendo assim o mesmo destino do Redoutáble. La Clue, gravemente ferido no combate, viria a falecer em Lagos.
Com este desaire, o sonho da França de uma invasão do território britânico, fica seriamente comprometido.
Este episódio da Guerra dos Sete Anos, ocorrido menos de 4 anos após o catastrófico terramoto que assolara o reino, ficou conhecido como “Batalha de Lagos” e motivou um veemente protesto do governo de Sua Majestade D. José I, junto da Inglaterra, redigido pelo punho do Conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal. A importância do evento determinou que Lagos ficasse relacionada com esta batalha e assim registada nos livros de História.
Lista dos navios envolvidos: nome/nº canhões
Esquadra inglesa: Namur 90 (navio-almirante), Prince 90, Newark 80, Warspite 74, Culloden 74, Conqueror 70, Swiftsure 70, Edgar 64, St Albans 64, Intrepid 60, America 60, Princess Louisa 60, Jersey 60, Guernsey 50, Portland 50, Ambuscade 40, Rainbow 40, Shannon 36, Active 36, le Thetis 32, Lyme 24, Gibraltar 24, Glasgow 24, Sheerness 24, Tartar’s Prize 24, Favourite 16, Gramont 16, Aetna 8, e Salamander 8.
Esquadra francesa: Océan 80 (navio-almirante), Téméraire 74, Modeste 64, Redoubtable 74, Souverain 74, Guerrier 74, Centaure 74.
Obras consultadas:
Allen, Joseph. Battles of the British Navy, Vol. I, p. 199 a 201, London 1852.
Beatson, Robert. Naval and Military Memoirs of Great Britain, vol. II, p. 315 a 318, London 1804.
Cunat, Charles Marie. L’Histoire du balli de Suffren, p. 28 a 31, Rennes 1852.
Guérin, Léon. Histoire Maritime de la France, Vol IV, p. 367 a 371, Paris 1851.
Hervey, Frederick. The Naval History of Great Britain, vol. V, Livro VII (gravura p. 230), London 1779.
Schomberg, Isaac. Naval Chronology of Naval and Maritime Events, Vol I, p. 332 – 333, London 1802.
(publicado na Agenda 5entidos de Agosto)
sábado, 18 de Julho de 2009
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Partidas da Natureza


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